O último post foi ha exatos 7 meses atras. Desde então tudo mudou. Eu mudei, o mundo mudou e até o template mudou.
Eu tinha escrito um belo post com palavras meticulosamente escolhidas para parecer que nesse meio tempo eu andei lendo muito, estudado... mas perdi a prática de escrever em blog, e, ao ordenar a publicação de tais relatos, a sessão havia expirado e perdi tudo. Deve ser alguma penitência pelos 7 meses de silêncio.
Pura física: quando se extrai os sisos de um lado da boca, e os pontos impedem que se mastigue neste lado, o lado oposto dói pelo excesso de esforço. Maravilhoso, não? E a dor nos dentes e articulações faciais se tornam dor de cabeça, que se torna dor no espírito e me deixa de mau-humor (ou seria mal-humor? saí do colégio ha tanto tempo que o conhecimento adquirido foi escanteado para um canto escuro e umido do cerebro onde ninguem mais vai para consulta).
Feriado de Páscoa é legal. Mas na infância era mais. Eu realmente sentia muita ansiedade para aventurar-me em busca do ninho escondido, mesmo minha mãe jurando ignorar a existência do mesmo, alegando não saber se o coelhinho havia passado pelo nosso endereço naquele outono. Mas eu sabia que sim. Afinal, o coelhinho era um cara legal, e não fazia discriminação baseado na nossa índole, ao contrario do autoritário Papai Noel. Deviam ser de partidos diferentes (na época em que partidos diferentes tinham convicções diferentes. Coisas da infância utópica, dicotômica e simples, muito simples). posted by GUSTAVO PANICHI 11:25 PM
Terça-feira, Setembro 05, 2006
Agora eu ja vi os principais filmes do Shyamalan, e essa eh a ordem decrescente de qualidade:
1 - Sexto sentido
2 - A Vila
3 - Corpo Fechado
4 - Sinais
298 - A Dama na Agua
Quero meu dinheiro do ingresso de volta. Bom, pelo menos me rendeu boas risadas e comentarios maldosos ao final do filme. E o Ronaldo surgiu com o melhor adjetivo para descrever a historia do filme: estapafurdia! posted by GUSTAVO PANICHI 11:03 PM
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Ontem eu vi Obrigado por Fumar.
O filme eh simplesmente genial. Começando pelos créditos de abertura, que são uns dos mais divertidos que já vi.
A película trata sobre a vida de um lobista que trabalha em defesa das companhias de cigarro. Seu trabalho eh falar. E ele fala, e fala tão bem que não é dificil - mesmo para aqueles que odeiam cigarros, como eu - simpatizar e torcer pelo personagem ao longo do filme. Não vou falar de cenas, pois o filme é curto e não quero estragar nada pra ninguém. Mas adianto que o filme tem um texto contagiante e envolvente, irônico, cínico e engraçadíssimo. É fantástico ver como Nick Naylor vira a mesa a seu favor num programa de debates - cenário mais inóspito impossível - na cena de abertura do filme. É um prenúncio de um filme tremendamente esperto, perspicaz e sarcástico.
Deixo vocês com o clip da música dos créditos iniciais. Letras da música abaixo (desculpem àqueles que não lêem inglês).
Artist: Tex Williams
Song: Smoke, Smoke, Smoke That Cigarette!
Now I'm a feller with a heart of gold
And the ways of a gentleman I've been told
The kind of guy that wouldn't even harm a flea
But if me and a certain character met
The guy that invented the cigarette
I'd murder that son-of-a-gun in the first degree
It ain't cuz I don't smoke myself
And I don't reckon that it'll harm your health
Smoked all my life and I ain't dead yet
But nicotine slaves are all the same
At a pettin' party or a poker game
Everything gotta stop while they have a cigarette
Smoke, smoke, smoke that cigarette
Puff, puff, puff and if you smoke yourself to death
Tell St. Peter at the Golden Gate
That you hate to make him wait
But you just gotta have another cigarette
Now in a game of chance the other night
Old Dame Fortune was a-doin' me right
The kings and the queens just kept on comin' round
And I got a full and I bet 'em high
But my bluff didn't work on a certain guy
He just kept on raisin' and layin' that money down
Now he'd raise me and I'd raise him
I sweated blood, gotta sink or swim
He finally called and didn't even raise the bet
So I said "aces full Pops how 'bout you?"
He said "I'll tell you in a minute or two
But right now, I gotta have me a cigarette"
Smoke, smoke, smoke that cigarette
Puff, puff, puff and if you smoke yourself to death
Tell St. Peter at the Golden Gate
That you hates to make him wait
But you just gotta have another cigarette
(Ah, smoke it! Hah! Yes! Yes! Yes!)
The other night I had a date
With the cutest little girl in the United States
A high-bred, uptown, fancy little dame
She loved me and it seemed to me
That things were 'bout like they oughta be
So hand in hand we strolled down lover's lane
She was oh so far from a cake of ice
And our smoochin' party was goin' nice
So help me cats I believe I'd be there yet
But I give her a kiss and a little squeeze
And she said, "ah, Marty, excuse me please
I just gotta have me another, cigarette"
And she said, smoke, smoke, smoke that cigarette
Puff, puff, puff and if you smoke yourself to death
Tell St. Peter at the Golden Gate
That you hate to make him wait
But you just gotta have another cigarette.
"Jogadores errantes, errando (e bastante), avante, levantem, pra frente. Aguerridos, arqueados, sempre dedicados, nunca calados! Cadentes, Cervantes, cerveja! Inveja alheia não afeta, desperta o espírito escondido. Gambito sem técnica, no amor a camiseta, ataques com força, monstruosa presença. Chegadas sem freio, sem medo, sem receio de jogar feio. Vamos! Espantem as dores, sofridas, de quedas, batidas, cansaços, calúnias! Transcendam as pernas, volantes e alas, canelas e dedos, as redes, as metas, pra sempre tosqueros, guerreiros sofriveis, vencendo na marra, Escalonas e Herreras. Escanteios horríveis, rasteiras rifadas, boladas rasantes, redes arrasadas. Avante guerreiros, raçudos, raivosos. Na PUC ou na Praia, ganhando ou gandaia, à frente e pra sempre. Louvem com isto, a Futbold Cristo!" posted by GUSTAVO PANICHI 2:30 PM
Terça-feira, Julho 11, 2006
Eu sempre quis fazer um post de apenas 1 frase. Um dia eu consigo. posted by GUSTAVO PANICHI 11:33 AM
Segunda-feira, Julho 10, 2006
Eu sei que com a super nova tecnologia de leitura labial já se sabe o que o Matterazzi falou pro Zidane pra levar aquela cabeçada, que resultou num cartão vermelho pro careca e enterrou sua carreira de vez.
(Quem não viu, tá no vídeo abaixo)
Mas fazendo de conta que ninguém sabe o que ele disse, o que pode ser que ele tenha dito?
Deixem nos comments.
(Duvido que alguém vá colaborar...) posted by GUSTAVO PANICHI 2:40 PM
A Pharmaplus fez uma pesquisa de satisfação com seus clientes. Os resultados mostraram um número bastante expressivo: 95,5% de aprovação. Assim, pediram um cartaz para divulgação interna desse fato.
A redação é do Marcelo, a arte é minha.
Sei que não tem muita conecção a redação com a arte, pois fizemos separados, sem conversar. Ele foi fazendo a chamada e eu o layout, e depois juntamos. posted by GUSTAVO PANICHI 6:36 PM
Sexta-feira, Junho 09, 2006
(Só a frente de um) Volante promocional de Copa para a Pharmaplus:
(o verso é bem de varejo, por isso não quis colocar. Ia ocupar espaço demais e o melhor é a frente mesmo...) posted by GUSTAVO PANICHI 11:31 AM
Terça-feira, Maio 30, 2006
Há esses dias, em que não tenho vontade alguma de levantar. Em que gostaria que fosse final de semana. São esses dias chuvosos, dias frios. Dias em que eu acordo atrasado, um pouco suado e com a barba coçando. São nesses dias em que eu gostaria de ter uma vida mais organizada. São dias em que os barulhos são mais altos, os botões não funcionam, as torneiras estão geladas, custo a calçar os tênis e girar a chave dói as mãos. São dias em que minha preguiça só não supera a preguiça dos ponteiros do relógio. São dias em que eu queria estar de férias, e nos quais o corpo quer uma coisa e a mente outra, e vice-versa, e nada funciona muito bem. São dias em que lembro por que odeio guarda-chuvas, mas preciso de um. São dias em que acho que não tenho roupas apropriadas, em que eu odeio o meu cabelo, em que odeio ter que ir pra faculdade depois do trabalho, e no qual me indigno por ter que fazer uma monografia. São dias em que não quero ir trabalhar, estudar, ver televisão, ir na academia, falar no MSN, ler um livro, nada. É um dia no qual eu queria sumir e relaxar a cabeça, pra de repente eu acordar num outro dia menos assim. posted by GUSTAVO PANICHI 9:32 AM
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Eu VI o Código DaVinci ontem. Mas, ao contrário de todo mundo que tem comentado em seus blogs, eu não LI o livro.
Eu fui com uma expectativa bem baixa, devido a tantos comentarios negativos que eu li, e a quantidade de gente que tinha na seção (pela primeira vez eu ouvi uma voz do além vindo das caixas de som da bomboniere do Cinemark dizendo: "Atenção, a seção das 21h d`O Código DaVinci está ESGOTADA.".). O que me leva a outro ponto que sempre me irrita muito: o egocentrismo e individualismo das pessoas no cinema. Ninguem quer escutar um ruido sequer, mas podem falar o quanto querem. Todos estão a procura de lugar, e quando acham, "reservam" o lugar ao lado para ninguem sentar. Num grande encontro social que é o cinema, onde 300 pessoas sentam juntas para um mesmo fim, é impressionante o quanto cada uma imagina que gostaria de estar ali sozinho, esquecendo que o princípio do cinema não é somente a tela grande, mas a experiencia social compartilhada. Mas há esperança: uma pessoa puxou conversa comigo na fila.
Voltando ao filme. Sinceramente, e contrariando a maré de comentarios, eu gostei. Achei o filme interessante e divertido. Um tanto envolvente e misterioso. Mas com certeza é um filme deficiente. Sem ler o livro, eu ao menos imaginava que os acontecimentos e descobrimentos teriam um tempo ábil para serem descobertos, fato que é viável num livro, que se leva tempo para ler. Num filme de 2h, os acontecimentos tem de ser comprimidos no espaço de tempo, e assim fica tudo muito "fácil". As informações começam a ser jogadas para o público de maneira tão rápida que certas coisas ficam difíceis de assimilar, gerando perguntas ao final da seção. A Gabi, que assimila as coisas tão rápido quanto eu, ficou com uma dúvida ao final do filme, e isso não é bom. A correria do filme é legal, dá um ritmo envolvente ao filme, mas que nos é tão comum em filmes de "caça ao tesouro" que acaba rebaixando o filme a um filme de "caça ao tesouro". Vou ter que concordar com todo mundo ao dizer que Ian McKellen e Paul Bettany roubam as cenas. Tom Hanks e Audrey Tatou estao tão apáticos que parecem mal saber do que se trata o filme. E vou ter que discordar de quem gostou do Jean Reno.
Um outro demérito do filme é ter se deixado levar pela fácil saída da "tática do flashback" para explicar várias partes do filme, tanto recentes quanto antigas. Acho isso uma falta de criatividade. Funciona, como o filme em geral, mas está longe de ser uma obra prima. posted by GUSTAVO PANICHI 9:53 AM
Sexta-feira, Maio 12, 2006
Bueno, voltei pra academia. Me faz muito bem, não me sinto mais tão vagabundo, mesmo me matando trabalhando.
Por sinal, o trabalho na agência anda beeeem corrido. Minha pauta ta explodindo, mas isso é bom. E juntando tudo isso e somando a pseudo-aula que eu tenho todas as noites na Famecos, eu chego em casa morto de cansado, o que é ótimo. Sensação de dever cumprido, que o dia rendeu, e que tá tudo no caminho certo.
Aqui vai um anúncio que eu fiz pro Sashiburi, com a colaboração da Gabi. Ele saiu na revista Sul Sports, e vai sair na próxima Void, de junho:
E logo logo eu coloco mais alguma coisa de outro cliente, pra vocês não pensarem que eu trabalho exclusivamente pro Sashiburi (apesar de ser o cliente para o qual mais gosto de criar).
Se eu não escrever até domingo, olhem o meu anúncio de rodapé para a Zafine no caderno Donna da ZH, na coluna RSVIP. posted by GUSTAVO PANICHI 11:02 AM